Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

"Rei" morreu há 30 anos

ARTIGO DO EXPRESSO ONLINE:
“Rei” morreu há 30 anos
Mundo presta tributo a Elvis Presley
Pedro Chaveca

Faz esta quinta-feira precisamente três décadas que o único “monarca” norte-americano deixou o mundo dos mortais. E porque os mitos nunca morrem a data vai ser assinalada com toda a pompa e circunstância a que o momento obriga.

Desde que saiu do anonimato nos anos 50, tudo em que Elvis tocava transformava-se em ouro

Dia 16 de Agosto de 1977 foi uma data que marcou a história do Rock n´Roll, não por ter sido dado um concerto que tenha ficado para a história, mas sim porque um dos seus inventores se tinha despedido do mundo dos vivos.
Elvis Aaron Presley nascido na cidade de Tupelo no estado do Mississipi em 1935 perdeu a longa batalha que travava com as drogas e os mais variados calmantes e anti-depressivos. O homem de 42 anos morreu no longínquo Verão de 1977, mas imediatamente nasceu um mito de proporções cósmicas e que vive até ao dias de hoje.
50 mil em Graceland

Todas as lendas têm um início(clique na imagem para ver “Jailhouse Rock” de 1957, o “Rei” tinha então 22 anos)

Os mais de 600 clubes de fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo já se estão a engalanar para festejar a data, que consistirá, obviamente, em várias imitações do cantor de “Suspicious Minds” que este ano e ao fim de três décadas serão aceites oficialmente em Graceland – a mítica mansão, na cidade de Memphis, Tennessee, em que o "Rei" viveu até ao fim da vida e onde está sepultado.
Aí participarão num muito disputado concurso que terminará no domingo com a escolha do melhor “artista de tributo” de Presley. Até hoje a Elvis Presley Enterprises (EPE), a empresa que gere Graceland, via estes imitadores como um embaraço e uma vergonha à memória do "Rei". Contudo esse cenário mudou quando a EPE passou a ser controlada pela empresa CKX, mais tolerante às excentricidades dos seguidores de Elvis.
O entusiasmo dos fãs, mesmo para os que vêm de longe não deixa margens para dúvidas: “Há competições em todo o mundo e todas são fantásticas, mas ter uma organizada pela EPA é muito especial”, lembrou Paul Larcombe, um artista de tributo profissional, vindo de Crewe na Inglaterra.

O “Rei” no topo da sua carreira(clique na imagem para ver Presley cantar "Blue Christmas", uma das suas mais emblemáticas músicas)

Embora o ponto alto e histórico seja a competição entre os imitadores de Elvis, as celebrações já estão a decorrer desde o início da semana. Quarta-feira teve lugar uma vigília em memória do cantor, que juntou cerca de 50 mil pessoas em Graceland. O acontecimento foi transmitido em directo pela Elvis Rádio e contou com um concerto - devidamente esgotado -, onde marcaram presença alguns dos músicos que tocaram com o cantor.
No nosso rectângulo lusitano, embora o entusiasmo não seja o mesmo que em terras de “Tio Sam”, Elvis também tem os seus seguidores, reconhecidos pela EPE e tudo. Neste caso o clube de fãs tem o nome conjunto de duas canções do "Rei": “Burning Star”, que junta os temas “Burning Love” e “Flaming Star”.
Milionário depois da morte
O fundador, Paulo Henriques, embora não embarque em histórias de que Elvis estará vivo e a jogar poker em Las Vegas, prefere acreditar que "enquanto houver um fã, o Elvis nunca irá morrer. Os fanáticos é que dizem que ele está vivo".

Elvis cantou praticamente até morrer. Esta é uma das suas ultimas actuações ao vivo(clique na imagem para ver o percurso do artista dos bastidores até ao palco)

Porém o fã número um em Portugal também não esconde que nem tudo o que rodeia o "Rei" é explicável: “Ele tem voz, tem presença em palco. Tem tudo. É uma coisa que não se explica”.
Para este sábado não está previsto nenhum concurso de imitações nem ajuntamentos de milhares de pessoas, mas um genuíno convívio no Montijo, onde todos os admiradores poderão recordar sucessos como “Heart Break Hotel”, “In the Ghetto” ou “You are Always on my Mind”, bem como alguns dos concertos que Elvis deu em salas míticas da sua eterna Las Vegas, ou ainda os filmes em que participou.
Trinta anos depois a marca com o nome Elvis Presley e tudo o que está oficialmente ligado à imagem do “Rei” continua a render cerca de 29 milhões de Euros anuais. Segundo a revista “Forbes”, Elvis é a celebridade a gerar mais riqueza depois da morte."














4 desabafos:

O pensador disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
O pensador disse...

Teresa,eu vou chocar meio mundo e ainda estou sujeito a levar uma coça,mas nunca vi nada de especial no Elvis Presley.
Gosto do "Love me tender","This is my way" e do "always on my mind",mas não sou capaz de vê-lo como o maior de todos os tempos.

Deixa-me confidenciar-te algo.

Isso do "king" é muito subjectivo,depende sempre do País e do quadro social onde vai ser inserido.
Por exemplo,se fores à frança,vão dizer que o maior de todos os tempos é o "Johnny Haliday",na Inglaterra os "Beattles" ou os "Queen",na suécia os "ABBA",etc..etc..

O Elvis Presley foi rei numa altura em que os reis não existiam,mas depois dele outros "reis" surgiram e bem melhores diga-se de passagem..

Mas não deixa de ser um grande cantor e merece com certeza esta homenagem.

Abs.

*tεrεsα* disse...

Pensador,

Ele também é king em termos de beleza. Concordas comigo? Aqueles olhos claros com aquele cabelo escuro... corpo escultural... eu sei que tu não acreditas em Deus, mas aquela carinha laroca do Elvis só pode ter sido talhada pelas mãos de Deus.

As músicas dele trazem-me boas recordações quando dançava o Rock 'n Roll nas minhas aulas de danças de salão.

Ab.

O pensador disse...

Teresa,

Nem acredito em Deus,nem em homens bonitos (para mim são todos feios,incluido eu..)...mas se dizes que ele é bonito,eu como teu amigo,acredito em ti..